Professor Aldecy Barros se pronuncia após reintegração e relata quatro anos de luta por justiça em Carutapera


NOTA DE ESCLARECIMENTO

UM ATO DE GRATIDÃO, REPÚDIO E JUSTIÇA

(Pelo Prof. Aldecy Barros)

Carutapera-MA, 20/12/2025.

Num ato de gratidão venho publicar esta nota com a finalidade de agradecer e esclarecer algumas coisas sobre o desfecho dessa dura batalha que enfrentei nesses últimos 4 anos. Primeiramente a Deus pela fé que fez brotar em meu coração perseverança, paciência e confiança pra eu ter de volta o que era meu por direito e que de mim foi arrancado num ato covarde e de extrema selvageria, que é meu trabalho, meu concurso público que conquistei com muito sacrifício.

Sou grato também à pessoa do prefeito Amin Quemel que, com espírito de humanidade, através de um acordo judicial, devolveu minha dignidade profissional, concebendo minha reintegração no meu cargo de professor, corrigindo um erro, ou melhor dizendo, um crime que cometeram contra mim na gestão anterior.

Um crime brutal contra um pai de família doente, com três filhos pequenos. Um pai que só buscava um tratamento para escapar de uma morte precoce, pensando em seus três filhos que precisavam de alimentos. E, pra piorar, estávamos diante da terrível pandemia do coronavírus que assolava o mundo inteiro.

Agora, só uma coisa que eu não consigo entender: como um médico que jura cuidar de doentes tem tamanha frieza e uma crueldade esmagadora para exonerar um servidor público concursado, com mais de 20 anos de trabalho e pai de três crianças.

O pior de tudo é que este mesmo médico bateu minha ultrassonografia e me orientou a viajar pra fora porque aqui não havia recursos para meu tratamento. Meses depois, tornou-se prefeito e cometeu esse ato.

O que mais me surpreende foi o então prefeito ter a complacência de membros da própria categoria para cometerem essa injustiça, o que, pra mim, representa uma tentativa de homicídio, porque quem ousa tirar comida da boca de três crianças inocentes são monstros.

Outro ponto que me chama atenção é que houve essa aberração comigo e nenhuma das pessoas que integravam o governo, que antes viviam cobrando governos anteriores, fizeram algo para impedir, fazendo de conta que não estava acontecendo nada, fingindo-se de cegos, mudos e surdos.

Pois eu, no lugar de algum deles, entregaria meu cargo comissionado como moção de protesto. Mas a eles só interessava seus umbigos e o resto que se danasse, onde sequer tiveram a coragem de prestar-me uma solidariedade.

Com esta atrocidade conseguiram tirar meu emprego, minha casa, alguns bens já conquistados, etc. Mas não conseguiram tirar uma coisa muito importante: minha fé em Deus, nem minha coragem de lutar e correr atrás dos meus objetivos, mesmo começando do zero.

Portanto, prefeito Amin, muitíssimo obrigado. Que os céus derramem grandes bênçãos sobre sua vida e sobre toda a sua família. Pois, enquanto teve um que me fez este mal, o senhor veio como enviado de Deus e me fez este grande bem.

Quero aqui também agradecer todas as pessoas que torceram, rogaram e intercederam por mim. A todas essas pessoas peço a Deus que venha retribuir cada uma delas. Não vou citar nomes para não cometer injustiça.

Aos meus irmãos biológicos, minha gratidão. Mas peço a compreensão de vocês para mencionar alguém, porque este foi um irmão, um amigo que nunca soltou minha mão. Ele foi um provedor abaixo de Deus, provedor meu e dos meus filhos.

Durante todo esse período que fiquei desempregado, muitos pratos de comida que chegaram à mesa dos meus filhos, calçados, mochilas de colégio, roupas, enfim, era sempre este alguém que eu recorria. E ele nunca me disse não, nunca me respondeu com voz áspera e jamais demonstrou qualquer insatisfação por estar me ajudando.

E olha que não foram dois dias, duas semanas ou dois meses. Por isso não poderia deixar de mencioná-lo. Estou falando do meu irmão, mui digno professor, Adeilson Barros de Oliveira, conhecido como Adeilson Beó.

Diante de todo o exposto, reitero o meu repúdio ao ato arbitrário que resultou na exoneração injusta do meu cargo de professor, que sempre exerci com dignidade e compromisso com a educação.

Essa atitude feriu não apenas meus direitos, mas também os princípios da legalidade, da moralidade e do respeito ao serviço público. Ao mesmo tempo, reconheço e agradeço a minha reintegração pelo prefeito Amin Quemel, como um passo necessário para a reparação dessa injustiça, ainda que tardia.

Este ato simboliza a vitória da justiça sobre o autoritarismo e reafirma a importância de gestores comprometidos com a legalidade e os direitos humanos. Que este episódio sirva de reflexão para que nenhum servidor público volte a ser penalizado por interesses políticos e que a justiça, a verdade e o respeito prevaleçam sempre sobre qualquer abuso de poder.

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5)

Atenciosamente,

Professor Aldecy Barros


2 Comentários

  1. Nesta oportunidade, regozijo-me com a vitória do meu colega e amigo Aldecy Barros, no que se refere a reintegração ao seu devido cargo de professor. A luta por justiça perdurou por quatro anos. Mas cada segundo, minuto, hora, dia, mês e ano de espera por justiça foram celebrados com esperança, persistência, perseverança, paciência e muita fé, pois a certeza de vitória era iminente porque o meu amigo apresentou essa causa ao maior dos advogados: Jesus Cristo. E, no momento certo, Ele fez Justiça. Sabe-se que o referido professor foi exonerado de suas funções educacionais de forma desumana e covarde, configuradas ações criminosas contra um cidadão de bem, educador e pai de família exemplar. Sou muito grata a Deus pela vitória do meu amigo.

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  2. Parabéns, meu irmão Aldecy pela brilhante vitória, pois, as portas do inferno não prevalecerão contra um inocente, servo do Deus Altíssimo. Acompanho sua luta desde o início dessa perseguição maligna, perseguição esta que contou com o consentimento de pessoas que são testemunhas e beneficiárias de nossas lutas por dias melhores para a classe, que acharam naquele momento que o poder era eterno, e ao invés de contribuírem para deixarem um legado positivo para a categoria, preferiram deixar um legado de perseguição e retirada de direito de um servidor, pai de família e soldado de frente das lutas que enfrentamos juntamente com eles um dia. Você fez o que era possível pra justificar seu tratamento pra lá, mandando tudo que era preciso, e fazendo como uma última tentativa, um pedido de Licença sem Vencimento, mas memso assim eles rejeitaram. E alguns andam espalhando uma mentira ao seu respeito, e sendo assim vão morrer mentindo, porque quem conta a primeira mentira, sempre vai ter que contar outras mentiras pra justificar a primeira, e pra justificar o mal que fizeram. Mas a sagrada palavra diz o seguinte para aquele que é contrito com Deus:
    "Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.
    Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais Ele fará.
    E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o sol do meio-dia."
    (Salmos 37:4-6)

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